Entenda em quais situações o procedimento pode ser indicado e por que não é necessário realizá-lo todos os anos
Azia, refluxo, dor ou desconforto no estômago são sintomas bastante comuns e podem ter diferentes causas. Diante de um incômodo que persiste ou se repete, é natural surgir a dúvida: será que preciso fazer uma endoscopia? E, depois de realizar o exame, devo repeti-lo todos os anos?
A resposta depende de cada caso. A endoscopia digestiva alta não é um exame que precisa fazer parte da rotina anual de todas as pessoas. A indicação e o intervalo para uma eventual repetição devem levar em conta os sintomas apresentados, a idade, o histórico de saúde e, principalmente, os resultados de exames anteriores.
O que a endoscopia digestiva alta avalia?
A endoscopia digestiva alta é um procedimento que permite ao médico observar diretamente o interior do esôfago, estômago e duodeno, região inicial do intestino delgado.
Durante o exame, é possível identificar alterações que podem estar relacionadas a sintomas digestivos, como inflamações, gastrites, úlceras, alterações provocadas pelo refluxo e outras condições que necessitam de investigação. Quando indicado, também podem ser realizadas biópsias para análise laboratorial.
Por permitir uma avaliação detalhada do aparelho digestivo superior, a endoscopia é uma importante ferramenta diagnóstica. No entanto, isso não significa que o procedimento deva ser realizado periodicamente sem uma indicação médica.
Quem pode precisar de uma endoscopia?
A decisão de solicitar o exame é feita após uma avaliação clínica. Em geral, a endoscopia pode ser considerada quando determinados sintomas são persistentes, recorrentes ou apresentam características que justificam uma investigação mais detalhada.
Entre as situações que podem levar à indicação estão:
- Azia ou refluxo frequentes;
- Dor ou queimação na região do estômago;
- Sensação de desconforto ou empachamento após as refeições;
- Dificuldade ou dor para engolir;
- Náuseas e vômitos persistentes;
- Suspeita ou acompanhamento de gastrites, úlceras e outras alterações;
- Sintomas que não melhoram com as medidas inicialmente adotadas.
Além dos sintomas, existem os chamados sinais de alerta, que merecem avaliação médica com maior atenção. Perda de peso sem explicação, anemia, sangramento digestivo, vômito com sangue ou alterações importantes no padrão dos sintomas são exemplos.
Nessas situações, o médico pode entender que a investigação por endoscopia é necessária ou indicar outros exames, de acordo com cada quadro.
Preciso fazer endoscopia todos os anos?
Não necessariamente.
Uma das principais dúvidas dos pacientes é se a endoscopia deve ser repetida anualmente. Não existe uma frequência única válida para todas as pessoas.
Quando um paciente realizou o exame e não foram encontradas alterações que exijam acompanhamento, pode não haver necessidade de repetir a endoscopia em curto prazo. Em outros casos, entretanto, o médico pode recomendar um novo procedimento em determinado intervalo para acompanhar uma alteração previamente identificada.
Por isso, o resultado da endoscopia anterior é uma informação importante para definir os próximos passos.
Também é preciso considerar mudanças no estado de saúde. Mesmo quem apresentou um exame sem alterações relevantes anteriormente deve procurar avaliação caso novos sintomas apareçam ou os sintomas antigos se tornem mais frequentes ou intensos.
O resultado de um exame antigo continua valendo?
Não se deve considerar uma endoscopia antiga como uma espécie de “garantia” de que tudo continua normal.
O aparelho digestivo pode apresentar novas alterações ao longo do tempo, e o surgimento de sintomas diferentes pode mudar a necessidade de investigação. Por esse motivo, é importante informar ao médico quando foi realizada a última endoscopia e quais foram os resultados.
A partir dessas informações, da avaliação clínica e do histórico do paciente, o profissional poderá determinar se é necessário repetir o procedimento ou se outra estratégia é mais adequada.
Fazer exames sem indicação é uma forma de prevenção?
Cuidar da saúde e realizar exames quando necessários são atitudes importantes. Porém, prevenção não significa fazer todos os exames em intervalos fixos, independentemente da necessidade.
A endoscopia é um procedimento amplamente utilizado na investigação de doenças do aparelho digestivo e, quando bem indicada, pode fornecer informações importantes para o diagnóstico. Ainda assim, ela exige preparo e, geralmente, sedação.
Por isso, o mais adequado é que sua realização esteja associada a uma indicação clínica. O acompanhamento médico permite avaliar os sintomas de forma individualizada e escolher o momento correto para investigar cada situação.
Quais hábitos podem ajudar na saúde digestiva?
A saúde do aparelho digestivo também está relacionada aos hábitos do dia a dia. Uma alimentação equilibrada, a redução de excessos alimentares e a identificação de alimentos que desencadeiam desconfortos podem contribuir para uma melhor qualidade de vida.
Outro ponto importante é evitar a automedicação. Usar medicamentos repetidamente para aliviar azia, dor ou outros sintomas sem investigar sua causa pode atrasar o diagnóstico de determinadas condições.
Se um desconforto digestivo é frequente, está piorando ou interfere na rotina, vale conversar com um médico.
Quando procurar avaliação médica?
Não é preciso esperar os sintomas se tornarem intensos para buscar orientação. Desconfortos recorrentes, mudanças no padrão digestivo ou sintomas que não melhoram devem ser avaliados por um profissional.
A partir da consulta, o médico poderá determinar se há necessidade de uma endoscopia digestiva alta, de outro exame complementar ou apenas de acompanhamento clínico.
Na Gastroimagem Salvador, a realização de exames de imagem e procedimentos diagnósticos faz parte de uma abordagem voltada à investigação e ao cuidado com a saúde.
Endoscopia não é uma obrigação anual
A principal mensagem é simples: não existe uma regra de que toda pessoa precise fazer endoscopia uma vez por ano. O exame deve ser indicado de acordo com as características e necessidades de cada paciente.
Se você apresenta sintomas digestivos frequentes ou tem dúvidas sobre a necessidade de repetir uma endoscopia realizada anteriormente, procure avaliação médica. O acompanhamento adequado ajuda a identificar o momento certo para investigar e cuidar da sua saúde digestiva.